terça-feira, 3 de junho de 2008

Video do Blog no You Tube

trechos dos textos publicados entre fevereiro e inicio de maio de 2008.

musica: disarm, autor: Billy Corgan

cd siamese - Smashing Pumpkins

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Tropeços.....


Falemos dos tropeços: As denominações evangélicas estão seguindo exatamente o mesmo passo da Igreja Católica Romana... entendam o pq!!!
Faremos uma historinha rápida; ... e assim surgiu...

Com a reforma protestante, o Comandante em Chefe “O Papa” fora deposto da direção pela Igreja, o que deixou a entender que Jesus Cristo seria eleito para conduzir a tal “Nova Igreja Reformada”, isto claro no término da toda jornada. Mas não foi bem assim que se transcorreu a história, pois a eleição do novo comandante em Chefe foi só de aparência, ao deixarem a Igreja Romana, “os reformadores” não conseguiram deixar de lado ou simplesmente abandonar suas PRINCIPAIS DOUTRINAS, e quais eram elas?????
BATISMO E DIVINDADE.

Sim isso mesmo, mas agora falando sério...

Os reformadores não tinham a real noção de tal feito, pois o movimento Evangélico estava se iniciando, criando uma raiz e ai, com o passar dos anos, houve a acomodação doutrinária, mesmo sabendo que tanto o Batismo quanto a divindade se espelhavam na imposição doutrinária de Constantino sobre a igreja, estes dogmas permaneceram.

Com isso houve o Primeiro Grande Erro Teológico, erro este que foi o mesmo cometido pelos filósofos Greco-Romanos, pois transformar a Figura de Deus em três ( PAI-FILHO e ESPIRITO SANTO) é uma interpretação um tanto ridícula das escrituras. Uma Divindade não é três, a definição de Divindade é: um ser extranatural, usualmente com poderes significantes,
cultuado, tido como santo, divino ou sagrado, e/ou respeitado por seres humanos. Normalmente as divindades são superiores aos seres humanos e à natureza.
Pensemos assim: Deus foi transformado em uma enorme salada politeísta de Deuses, e com três cabeças. As interpretações teológicas são inúmeras, já foi definido também como “três substâncias distintas, mas iguais” - O QUE ?????????????? Tá até parecendo um ser feito por um químico ou então por um Alquimista. Francamente, a idéia de uma substância “distinta, mas igual” chega a ser absurda, se uma substância é distinta, ela “difere de outra coisa”(definição do dicionário), se o tal conceito de DISTINÇÃO é a DIFERENÇA entre partes,
COMO SERIAM IGUAIS???????
Bom podemos também acreditar que tais conceitos de diferença e igualdade foram mudados pelos TEÓLOGOS, afim de adequá-los à sua visão..... Pode ser!!....

Apresento a vcs agora o Segundo Grande erro teológico: foi declarado por eles a existência de dois batismos, um segundo S. Mateus e outro segundo Atos.
Mateus 28:19 foi a maior parábola já pronunciada pelo Senhor Jesus e, como era comum, poucos compreenderam o seu significado. A ordem para ir ao mundo todo batizando, em nome do pai, e do filho e do espírito santo foi dita aos apóstolos, e eles conheciam qual era o nome, sabiam exatamente em nome de quem eles batizavam. Apesar da maioria serem incultos, eles sabiam que pai nunca foi nome de ninguém, tampouco filho e espírito santo, compreensão que falta aos doutores de nossos dias.

Voltando a história.......
Por isso Pedro, em "Pentecostes", Clamou: "Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em Nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados..."Atos 2:38.
Esta é a revelação da parábola de S.Mateus 28:19 que falta às denominações Católico-Evangélicas. Foi claro o Sr. Pedro ai ao dizer “BATIZADO EM NOME DE JESUS CRISTO”, então milhões de Católicos Evangélicos, com sua fé corrompida pela teologia, que nos dá 2 batismos um pelo Espírito Santo e outro em Nome de Jesus,
CAMINHAM PARA O ABISMO?????
Não, não caminham......

Batizar na água, ou envolto ao Espírito Santo só nos diz uma coisa, tanto as Igrejas quanto os teólogos, que da maioria delas provem, nos afundam em explicações, teorias, dogmas, ditos...etc que por fim nos dão uma única objetividade: A DUVIDA.
Foram 12 os que saíram por ai falando, e pensem... foram 12 que ouviram também, e cada qual teve sua interpretação e passaram isso adiante, vejamos hoje o mundo infestado de interpretações. Caminhar a uma única interpretação hoje em dia iria desdizer o que já foi pregado e imposto, desmoronaria a Santa Igreja, a maior de todas, que com suas raízes de vários nomes, prolifera o mundo com INTERPRETAÇÕES que por fim só a beneficia.

E assim termino eu......

Revelação Fotográfica - Parte 1

E se hoje fosse revelado ao mundo:

- Que Deus tem um Nome;

- Que Jesus deixou um corpo enterrado;

- Que Judas foi escolhido para entregá-lo;

- Que existe vida fora da Terra;

- Que Joana D’Arc dizia ouvir Jesus;

- Que de agora até o ano 2012, milhões de pessoas morrerão porque não podem entrar na nova era;

- Que Jesus teve filhos;

- Que Deus não tem religião;

- Que o Papa sabe que a Igreja é uma mentira;

- Que Saladino (muçulmano) foi à reencarnação de Moisés (hebreu);

- Que Maomé não fundou coisa nenhuma;

- Que Jesus deixou escritos (assinados);

- Que Dalai Lama abriria mão do budismo quando tudo acima fosse revelado;

- Que Malcolm X hoje estuda educação-física;

- Que o Universo está em guerra;

- Que temos 4 planetas amigos e 40 planetas inimigos;

- Que essa guerra é travada no campo da mente;

- Que sua forma de pensar, agir, se expressar e sentir nos levaria a vitória;

- Que esses inimigos estão aqui;

- Que a bíblia não é sincera;

- Que Hitler não se perdoa pelo que fez;

- Que os EUA vão falir e o Japão será a nova potência;

o que aconteceria?
E se tudo isso for uma verdade que você ainda não conhece?

terça-feira, 27 de maio de 2008

Bíblia: Livro Sagrado?

Outro dia li “O Evangelho de Judas”. Não que eu acredite 100% no que está ali, não é esse o ponto. O ponto é justamente a dúvida que gera livros como esse: Por que alguns textos que teoricamente são dos apóstolos são considerados hereges pela igreja Católica?
O livro comenta, comentário esse feito pelos autores, umas das primeiras seleções de textos sobre Cristo, no século 2 feita pelo bispo Irineu, de Lyon – França. Na época, ele coletou informações e os próprios manuscritos de textos que falavam de Cristo.
A coincidência está em um ponto: todo texto com fundo gnóstico foi considerado herege.
Não sou gnóstica, não acredito que apenas algumas almas escolhidas têm a centelha divina e muito menos que essas almas terão oportunidade de viver eternamente e buscar o paraíso, como é dito neste Evangelho. Mas porque justamente aqueles textos onde o caminho a Deus é através da Verdade e do conhecimento interior foram banidos, caçados e destruídos pela Igreja Cristã no seu início?
Outro ponto, agora sobre a Bíblia. Nos pergaminhos de Nag Hammadi foram encontrados textos de Tomé, Tiago, João, entre outros. Se foram encontrados escondidos, provavelmente haviam mais cópias circulando na época. Então, porque temos apenas textos de Mateus e parte dos textos de João na Bíblia? Os outros (Tomé e Tiago) também eram apóstolos, conviveram e VIVERAM a palavra de Yeshua, logo, seus escritos também deveriam ser considerados sagrados, pois são as palavras de Jesus, certo? Ou apenas Mateus entendeu o que Jesus disse, e João entendeu apenas uma parte?
A igreja considera esses textos apócrifos. E considera sagrados os textos de Paulo, que só aprendeu sobre Jesus de tanto que caçou os cristãos e nunca teve contato direto com o Mestre e de Lucas, discípulo de Paulo, que escreveu sua interpretação de tudo o que ouviu de Paulo, que não foi Apóstolo. E os textos apócrifos de João? Quer dizer que parte do que ele escreveu é sagrado, e justamente a parte onde fala de um Deus Pai e do caminho individual até ele, não é mais? Temos então um dos primeiros casos de dupla personalidade registrados!
O ponto é, até onde devemos acreditar piamente na Bíblia selecionada pela Igreja? Sim, porque as “Escrituras Sagradas” só surgiram após o 1° Concilio, o Concílio da Nicéia (Que coincidência!)
Por que alguns textos de João foram para a Bíblia e outros foram considerados apócrifos, hereges?
Assim como se deve ter conhecimento dos textos apócrifos, chamados de gnósticos, com parcimônia e não como toda a verdade, também se deve interpretar e questionar o que a Bíblia diz, já que foi montada para atender aos interesses da Igreja Católica, fortalecendo-a.
E se a religião foi capaz de manusear, manipular e adequar a “ Palavra de Deus”, o que se pode dizer de todo o resto?
E fica mais uma questão: O antigo testamento é baseado em histórias judaicas, de famílias e patriarcas judaicos que seguem as leis e tradições judaicas. O novo testamento que foi montado pela Igreja Católica hoje é utilizado por todas as chamadas “Igrejas Cristãs”. Então.... não seriam, pelo menos essas religiões citadas, uma só? Ou melhor, não seriam todas interpretações dos homens de acordo com seus interesses?

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Palavras Pequenas, Palavras Apenas... (maio) Palavras

Esse mês, foi mês de aniversário!

Recebemos algumas sugestões de palavras e decidimos colocar TODAS!

Deu essa super tabela...




Algumas palavras, por mais que consigamos definí-la apenas com uma única palavra, é uma definição pessoal e talvez outros não entederiam, por isso, as vezes, elas aparecem definidas com mais de uma... para facilitar o entendimento de quem lê.


Sabia que a bíblia tem "edições"??

Apesar de terem sido "inspirados" pelo "Espírito Santo" e conterem toda a verdade de Deus sobre os fatos narrados ali, ela sofre edições, sabia? Palavras que definem conceitos e expressam fatos e sensações mudam de acordo com a vontade do "Espírito Santo" que age através do tradutor e do editor. Num mesmo idioma... muitas edições e palavras diferentes, com significados diferentes. Como um mesmo "Espirito Santo" pode mudar a história que narra?
Afinal, o que melhor rege uma religião se não a "confusão"? E os líderes religiosos dizem que é a Vontade de Deus... puuuffff

(socorro!)

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Romanos 25 - Um tiro no pé!

Nós só podemos criticar, questionar, discordar e comungar daquilo que conhecemos.
Buscar por esse conhecimento é fundamental. Mesmo que seja uma pesquisa específica.

Desde o velho testamento até o novo testamento, vamos lendo sobre a criação do mundo, dos povos. Algumas manifestações da ira do Criador. Que só Ele e mais ninguém é o criador do mundo. Que ele criou fulano e abandonou cicrano e escolheu tal povo e renegou outro tanto. É o criador eterno. Oni-“tudo que você possa imaginar” e criador de novo.
Ele criou os homens, mulheres e seu filho direto. Nosso “irmão” mais velho, mais evoluído, mais próximo do Criador.
Aí o Filho veio, apresentou a “paternidade de Deus” aos homens, lutou contra o sinédrio, pregou aqui e ali... foi traído, capturado, padeceu, foi morto e levou consigo o “pecado do homem”, trazido ao mundo pela Eva e sua maçã, sendo praticado milhares de anos depois por esse tal “povo escolhido”.

Enfim... o criador criou!
Hoje você anda pelas ruas, entra em templos e igrejas e vê imagens de Santos e Jesus: morto, crucificado ou no mínimo padecendo.
Depois da morte do Filho do Homem, um espírito inspirador e Santo (provavelmente chamado dinheiro) guiou a mão dos evangelistas que redigiram o livro. Então temos o cristianismo. E agora são igrejas e templos que pregam a “Palavra do Senhor Jesus”, o carro é “Guiado por Jesus”, “Jesus Salva”, Jesus, Jesus, Jesus, Jesus... aaaaaaaaarrrrrrgghhhhh!!!!! Cristianismo??????????????????

Para onde foi o “Deusanismo”? Precisaria de um?
Porque o próprio Jesus, nos próprios escritos, inspirado pelo Espírito “Tanto” (de quantia), fala muito de seu Pai e pouco de Si.

Lendo o livro Bíblia, na Epístola (Carta) de Paulo aos Romanos. No capítulo primeiro, versículo 25, está escrito: “Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo à criatura em lugar do Criador
...
...
...
(...) = pasmo!
O que eles fazem além de adorar o Filho CRIADO de Deus e não o CRIADOR?
Será que não perceberam que o Filho adora o Pai e divide esse amor com todos nós?
Já chegou a hora de deixarmos Jesus descansar um pouquinho de toda essa gritaria e buscarmos o Pai que ele mesmo veio nos mostrar.

Ridículo ver que o Espírito Tanto, inspirador, pode carregar com ele todo o pastoreio e o clero no que é um grande tiro no pé.

Paulo de Tarso? Bem... vai saber o que ele escreveu antes do “Tanto” alterar para a mesma mentira que se condena.
Epístola de Blog Grupo Mãos aos que buscam – versículo Y: “Já alteraram a verdade do Pai e Filho em mentiras lucrativas. E servem a criatura e não ao Criador. Já é hora de servir ao Amor, pois esse... vem de Pai para Filho e esse, não se compra com fé.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Palavras Pequenas, Palavras Apenas (abril)... Palavras

Neste mês de abril, existe uma palavra dentre as 13 da tabela, que na verdade representa uma expressão:
MISPA!
podemos encontrá-la também como Mispá, Mizpa, Mizpá...
Existiu a Antiga tribo de Mispá. E você pode encontrar citações da expressão Mispa pelo Paulo Coelho e também no livro conhecido como bíblia. Devem existir outras citações, mas conheço apenas essas e isso também não vem ao caso.

No livro conhecido como bíblia, em Genesis, capítulo 31, versículo 49, podemos encontrar:
"Mispa: Vele o Senhor, entre você e eu, enquanto estivermos afastados um do outro (...)"

E é o significado dessa "Mispa" que perguntamos, em poucas palavras, o que ela representa para você.

Faça também. Preencha a sua. Descubra o que você pensa a respeito disso. Ou descubra que nunca havia parado para pensar na sua opinião sobre isso...

Mispa!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Reencarnação, por que não?

Passou a Páscoa, morte e ressurreição de Jesus, quando alguém se lembra disso entre tanta propaganda de chocolates? Mas enfim, como você vê essa ressurreição?
Você acredita em uma ressurreição de corpo ou apenas de alma? Por que apenas algumas pessoas puderam vê-Lo? Por que o não ter um corpo é tão importante para a igreja?
Toda essa história de ressurreição é para mostrar apenas uma coisa: existe “vida” após a “morte”, de uma maneira que não conseguimos compreender direito, sem corpo, sem tempo, e nós também temos direito a isso.
“Vida” e “morte” assim, entre aspas porque ao dar a luz aqui, ao nascer aqui, do outro lado nós deixamos de “co-existir”, então morremos. A mesma coisa quando nascemos lá, nós morremos aqui. Por que devemos ficar numa fase intermediária, um “Purgatório” esperando o dia do “Juízo Final” ou “Julgamento Divino” se teoricamente Cristo (com o nome dado pela igreja) morreu na cruz por nossos pecados e portanto, para livrar-nos deles? E por que esperar um dia específico se Deus não julga, perdoa e continua amando e esperando por nosso regresso aos seus braços diariamente?
Talvez por que as religiões (e aqui vou focar nas religiões cristãs) usam isso para doutrinar as pessoas e mantê-las de baixo de suas vistas, seguindo e temendo suas ordens. Pessoas amedrontadas sempre deram mais poder para aqueles que as oprimem.
Se Deus criou o mundo para ensinar nossa alma a evoluir e buscar a verdade, qual o sentido de virmos até aqui, sofrer todos os males do mundo apenas uma vez, uma única vez?
Como uma escola, vamos aprendendo mais e mais conforme vamos aumentando o nível de ensino e “passando” nas provas, de maternal para pré-primário, do pré para o ginásio, daí para o colegial... Isso ano após ano. Por que nossa alma aprenderia tudo, do maternal ao doutorado em apenas uma vida? Uma simples vida média de 70 anos (e aqui, jogando alta a expectativa de vida).
Por que apenas o “Cristo” pôde reencarnar? Por ser O Filho de Deus! Mas não somos todos nós filhos Dele?
Infelizmente, com todas as imperfeições do mundo, com a cegueira humana, mas ainda assim, filhos Dele. Mesmo errando e errando.
Deus mandou seu filho perfeito Yeshua (esse sim, seu nome!) para nos ensinar a enfrentar o mundo em busca da verdade, vida após vida, prova após prova.
Yeshua sofreu como humano, amou como um Homem-Deus que foi e não foi entendido pela massa estúpida que somos nós. Passaram 2000 anos e ainda não entendemos sua mensagem de amor, de busca, de luz. Passaram 2000 anos e ainda existem pessoas que ao invés de seguir diretamente o Filho de Deus, seguem seus filhos homens, suas idéias, suas interpretações, suas doutrinas.
Nosso mundo foi feito para nos receber repetidamente, até entendermos que Yeshua morreu como homem, mas sua alma, mesmo encarnada na Terra, encontrou o caminho de volta ao Pai. E eu vou segui-Lo como a alma de amor que é, assim como o Senhor, e não como as versões tiranas que me apresentam adornadas de ouro e com todos seus intermediários.



quinta-feira, 10 de abril de 2008

Inserção Histórico-Política

Tendo em mente que Yeshua (Jesus) viveu em uma sociedade pré-capitalista, transacional e substancialmente agrícola, chegamos a conclusão que a visão e atitude dele era muito crítica. Os Evangelhos falam de riquezas, em geral por dinheiro, por moeda. Enquanto a riqueza principal daquela época era a terra.
Yeshua considera a riqueza um ponto negativo! Claro....... a riqueza era o ídolo da época, era popstar, tornando-se assim adversária de Deus, ou seja, um obstáculo para o pobre Yeshua.
Continuando......naquela época era difícil ser rico, latifundiário, chupar cana, assobiar eeeeeeeee ao mesmo tempo ser discípulo do HOMEM, com isso Yeshua solta uma pérola: : ”É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus”.
O que ele queria com isso????
Promover a partilha de bens, não, você não esta lendo errado, ele se mostra contra a concentração da terra nas mãos de poucos, principio SOCIALISTA, isso mesmo ele naquela época era, ou tentou ser, SOCIALISTA. É impossível seguir-lo e ser rico, e isso abalou todos os discípulos, que tiveram que partilhar seus bens. Óbvio, queriam ser como “ELE”, totalmente desprovido de bens materiais. Será que eles conseguiram ser iguais??? Bom continuemos........
O Artesanato é o segundo, injusto, pólo econômico da época. Pensem.... o cara era um artesão, carpinteiro do interior, mas sem grande qualificação, seu pai também era carpinteiro, nesta época a profissão passava de pai pra filho. Nas pequenas cidades esta atividade é desprestigiada. Ele era um mero artesão que possuía alguns instrumentos de trabalho, mas não exercia o controle sobre a matéria-prima necessária para o seu trabalho. Na verdade ele era um artesão pobre. Para onde vai a visão social política de uma pessoa que vive isso????
O terceiro pólo, injusto, econômico, era a atividade comercial. Nas pequenas cidades um comércio local, onde se fazia a troca, de tudo, verduras, legumes, bichos, grãos (sociedade transacional), a circulação de dinheiro, era muito reduzida, não existia!!!! Havia mercados atacadistas, que faziam importações, adivinhem qual era e onde ficava o maior MERCADO???????
EXATO – NO TEMPLO!

Mas o importante é: a economia era principalmente rural e tem muito pouco a ver com a nossa sociedade moderna, onde a economia agrícola é na verdade uma economia de exceção, controlada pelo pólo industrial que leva à frente o progresso de um país.
Como em toda sociedade, na época do HOMEM, existia tb a exploração e onde se ganhava dinheiro????
IMPOSTOS, estes mesmo, conhecidos desde aquela época.
Os pivôs do COBRA-COBRA??????? Nossos amigos OS ROMANOS, eles dominavam a Palestina, transformaram-na em colônia. Com o único objetivo de tirar dinheiro e bens do povo, e através do nosso famoso IMPOSTO.
Existiam 2 tipos de impostos:
1 - O romano: que absurdamente se dividia em 3 partes
Debário: pago por cabeça, isso mesmo, pago pura e simplesmente por existir. Quantos tem na casa??? 5???? Pronto os 5 pagam.
Produção: 25% da produção agrícola era entregue aos romanos, o povo trabalhava e ainda tinha que entregar 25% do que colhia.
Circulação: havia uma taxa de circulação, entre, grandes cidades, encruzilhadas, divisão de províncias...etc. Tudo naquela época era muito perto, imaginem o quanto se pagava para sair em um final de semana.

2 -O Regilioso (um imposto judaico, para o templo), também se dividia em 3 partes:
Dracma: pago por cabeça, na entrada do templo. Quer rezar?? Pague, e não leve a família, vá só vc, senão vai gastar todo seu dinheiro pedindo mais DINHEIRO!!!
Primícias: Todo primeiro fruto da terra ou do animal era entregue no templo, ao sumo sacerdote. Este não fazia nada, só lucrava.
Dízimo: 10% da produção, ia para a mão do sacerdote da classe sacerdotal do Templo. Sem comentários!!!
A religião mandava. Então nada mais justo que nesta época a política fosse Teocrática. Que nada mais é que: um Estado Religioso, onde todas suas leis e constituição são regidas pela Bíblia, que naquela época eram 5 livros, O PENTATEUCO.
O sumo sacerdote era o dirigente político da nação. Com tudo isso ainda existia o Sinédrio, que era uma espécie de tribunal, de conselho, formado por 80 homens que dirigem a nação, tendo à frente o sumo sacerdote. Quem escolhia estes 80 homens??? Quem lhes dava o direito de julgar?????
Todo comportamento era político religioso, não havia divisão, a igreja judaica era a sede do poder político, e o sumo sacerdote, o governante da nação. Tudo se resumia a eles.
Tendo em vista todo este cenário de horrores, Yeshua torna-se um critico frente aos poderosos. O conflito existente entre Dirigentes e Yeshua é aberto, as claras, ele ataca diretamente os Escribas, Fariseus, os Sumo Sacerdotes e os Saduceus. Tem um ataque e expulsa os vendilhões do Templo, e ainda por cima declara em alto e bom tom que o Templo vai acabar.
O “Templo”, naquela época, significava o sistema da época, imaginem a repercussão deste ataque!!!
E Tem mais.......ele amaldiçoa também a figueira, símbolo do sistema Judaico. Esta maldição da figueira significou a maldição àquela sociedade.
Depois de toda esta clara demonstração de amor, nosso HOMEM é levado ao tribunal, e condenado à morrer na cruz.
Yeshua teve urna posição não politicamente direta e sim profética, era um pensador, apaixonado pela vida e pelos homens. Ele não tinha programa político definido, agia por impulso. Ele também não fundou uma corrente política que visasse diretamente o poder, queria no fundo a liberdade.
Sim, existiram grandes historiadores que consideraram Yeshua um Zelote. Isso pq ele tinha um discurso critico, violento, parecido com o dos Zelotes (grupo político revolucionário da época ). Está inclusive escrito em cima de sua cruz: “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus”. Quer dizer, um chefe Zelote, um rei Zelote, assim é condenado na Cruz. Por to­dos esses motivos, ele teria sido considerado um REVOLUCIONÀRIO.
Vejam, em seus discursos também havia as palavras de perdão, de não violência. Yeshua andava em companhia dos fiscais, se misturava com o povo, dormia ao relento e principalmente se relacionava com os romanos e resistiu à tentação do poder. Ele não queria revelar sua identidade messiânica para não provocar atitudes de sublevação no meio do povo, pois achava que isto iria ser um suicídio.
Podemos considerar então Yeshua um ser apolítico? Ou então alienado? Um viajante, peregrino?
Não, ele não era um ser alienado, indiferente!!!
Yeshua nunca foi contra o poder como tal, ele foi contra o poder de dominação, foi contra a ditadura pregada pela IGREJA . E se..... guardava o poder messiânico, era porque o povo fazia uma idéia mística do Messias. Uma idéia mágica de um Messias milagreiro, demagógico, paternalista, portanto uma idéia não libertadora, não autêntica, não lógica do homem que verdadeiramente existia dentro dele.
Yeshua teve uma atuação política verdadeira, num nível profético. Posso dizer com clareza e entendimento, ele foi um revolucionário profético.
A sua grande idéia é a Revolução Interna! Feita por cada um, que é um projeto radical. De total transformação da sociedade como um todo. Quando prega o Reino de Deus, prega uma revolução integral, uma revolução absoluta.
No fundo, a raiz de sua proposta era, atacar o Templo, o cérebro central da exploração do sistema. E os efeitos disso também foram políticos. Sabemos que ele foi perseguido continuamente durante toda sua vida pública, foi julgado por dois tribunais, pelo religioso onde foi declarado blasfemo e pelo romano, onde foi condenado exatamente como Messias, como revolucionário. E mais, basta olharmos os crucifixos para nos darmos conta de que esse símbolo da nossa fé é sim um símbolo originariamente político.
Devemos entender os limites de Yeshua, porque são os limites de seu tempo. Yeshua era uma pessoa historicamente limitada. Não era um homem do século XX, pós-marxista, onde tudo estava acontecendo, não. Ele tinha uma consciência política também limitada pelas condições do seu tempo. E as condições concretas de sua época limitavam o poder e a capacidade do povo, não era um povo de luta, não tinham a revolta implantada dentro de si, não ainda.
Era humanamente impossível organizar o povo ao qual pudesse obter o poder e exercê-lo de maneira adequada. Mesmo que Yeshua tivesse em mente um projeto revolucionário ou um plano de guerrilha para conquista do poder, terras e de organização de uma sociedade alternativa, não havia condições históricas para que isso fosse desenvolvido.
Podemos dizer que sim, Yeshua era limitado pelas possibilidades políticas daquele tempo. Era uma limitação do mundo dele, da época dele. Infelizmente!!!
Outro fato importante, é que Yeshua não tinha como ser tudo ao mesmo tempo, ou era profeta, ou revolucionário. Os 2 não dava!!!!
Ou seria Messias po­lítico ou Messias pobre, sofredor como o povo. E lógico, ele claramente escolheu o caminho profético. Então não podemos dizer ou argumentar que, porque Yeshua não participou da política diretamente, também o “cristão” de hoje não pode.
Somos uma sociedade de vários povos e várias culturas, nos dividimos em religião, mas não nos dividimos em ideais, a luta conjunta por um único ideal foi pregada por Yeshua, mas não foi assistida por nenhum ser humano. Podemos sim iniciar uma Revolução Profética e desta vez com mais conteúdo histórico adquirido. Traçar o plano perfeito e calar antes de tudo, os que nos impediriam de falar a VERDADE, para que não terminássemos em uma CRUZ ou em uma FOGUEIRA!!!

sexta-feira, 28 de março de 2008

Conheço logo duvido! É mesmo?

“A dúvida remove montanhas”, nos leva ao caminho mais obscuro da mente. A dúvida não nos deixa escolher, ela nos escolhe, nos impõe uma única condição: a dela!
Se pensarmos bem, para se obter uma “dúvida” é necessário que tenhamos total conhecimento do fato a ser duvidado. A dúvida bloqueia o coração (nossa voz da alma), porque age com a mente, e esta, é completamente racional e tende a agir sem hesitação.
Aí pergunto eu:
O que mais vemos atualmente é gente duvidando, gente questionando, seguindo diversos caminhos. Isso mostra que todos, de certa forma, têm dúvida, o que significa que todos devem ter conhecimento a respeito daquilo que duvidam, não?
Se todos detêm algum conhecimento, por que erram tanto? Por que não fazem o que já sabem, uma vez que já conhecem ?
Por que não acreditam em um único Deus? Por que o dividem em tantos?
Seria a “dúvida” uma “religião”?

terça-feira, 25 de março de 2008

O Senhor é seu Pastor...




Salmo 23: “O Senhor é meu Pastor, nada me faltará”.
Desde as primeiras compilações de textos que levaram a primeira edição da Bíblia (em grego), a palavra “pastor” ganhou um novo significado: de guia espiritual, protetor. Pastor também é “guardador de gado, pegureiro, zagal”... Então todo pároco, bispo, ministro protestante ou evangélico também se tornou “pastor”. Todos eles dizem que “Jesus era o bom pastor”.
Todo mundo ta habituado a se sentir seguro sabendo que existe um ser que nos pastoreia, mas se existe um pastor (ou pastores), é porque existe um rebanho.
Você já parou pra refletir na sua condição de rebanho?
É lindo pensar nas milhares de ovelhas sendo conduzidas pela terra árida em busca do pasto verde e fresco, protegidas dos lobos... lindo né? Só que essa não é a sua única condição de “arrebanhado”, você tem outras funções.
O que a ovelha oferece ao pastor?
“Eles” cuidam de você, te protegem, te alimentam, te engordam e depois arrancam sua lã, comem sua carne, te impõem limites, te conduzem sob brados e cajados.
Essa relação: “pastor-rebanho” eu dispenso. Obrigado. Prefiro um Jesus meu amigo do que meu bom pastor. Acredito que ele também prefira assim.
Mais que isso... qual ser humano, filho do Pai, como eu, pode se dizer “pastor” de alguém? E na condição de pastor, o que ele tira do seu rebanho? Pensa nisso!
Que rebanho tem livre arbítrio? Que gado ou ovelha arrebanhado tem liberdade de escolha, tem liberdade de seguir seu próprio caminho? Onde existe a “vontade” do pastor, não existe a vontade do rebanho. Desista, pois na bíblia não existe menção nenhuma de livre arbítrio, salvo em Esdras (7:13) onde livre arbítrio está conotado como um desejo, uma vontade, não liberdade de escolha. Todo rebanho tem uma vontade. Nenhum rebanho pode fazer o que quer.
Eu acho lindo o Salmo 23, principalmente quando eu o leio assim:
“O Pai é meu amigo, nada me faltará. Deita-se comigo na grama, me ajuda a encontrar águas tranqüilas. Refrigera minha alma; me ajuda a ser justo, por amor a mim. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque Ele está comigo; Sua mão e Teu abraço me consolam. Prepara uma mesa para mim, na presença dos meus irmãos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda. Certamente que a bondade e a misericórdia do Pai me seguirão todos os dias da minha vida; e assim, estarei mais perto Dele.”

terça-feira, 18 de março de 2008

Coração vs Mente - Parte 1

Conversando com um amigo pelo msn, e vendo as respostas de uma das pessoas que dá pitacos aqui neste blog, percebi uma coisa, que é comum para a grande maioria. É tão difícil assim desvencilhar o coração da mente?
Por que é tão complicado encarar os dois como sendo “jogadores” de lados contrários? E ao mesmo tempo, parceiros de time!
Deixe-me explicar. Nosso coração é a voz da nossa alma. É por ali que ela se manifesta, é por ali que ela se expressa. Nossa mente joga no mesmo time quando passa a dar espaço para “sentirmos” mais o que nosso coração fala, e ao invés de contradizê-lo, buscando uma explicação lógica, busca sim caminhos para seguir o que o coração nos orientou.
E joga contra quando ao invés de possibilitar nosso caminho, aquele que o coração ditou, ela busca empecilhos, dá sempre um porém, talvez, contudo, todavia....
Nossa mente joga contra quando você tem uma idéia genial, ou se depara com uma determinada situação, e você sente aquela pontada no peito e aquele leve arrepio que percorre a espinha, porque sua alma reconheceu como grande idéia ou sabe o que fazer diante da situação, e frações (sim, frações) de segundos depois, nossa mente ao invés de apoiar e cair de cabeça na idéia ou seguir na dita situação, por mais absurda que seja, começa a teorizar, boicotar, mostra todos os lados negativos da coisa toda.
E ao invés de colocar a idéia em prática e ir fazer o que temos que fazer, paramos para raciocinar o sentimento. E nesse momento temos 2 opções que nos levarão ao mesmo destino: o fracasso. Sim, fracasso, porque 1) ou tomamos a decisão errada seguindo nossa mente ou, 2) tomamos a decisão certa, mas dias, semanas, meses depois do momento certo. E como tudo nesta vida gira, o momento passa e você pode até fazer tudo certo, no momento errado. Timming é tudo, e para ter esse timming, parar para pensar, esquematizar, roteirizar pode ser o fim de tudo.
O mais importante é tomar a decisão quando surge aquele arrepio, aquela pontada. Nesse momento temos que decidir, podemos pensar em como fazer depois, mas ter a decisão tomada no momento certo é ouvir nosso coração e fazer a mente trabalhar depois no mesmo time, a favor.
Nossa mente sofre diariamente influências terrenas. É na mente que existe a ganância, a necessidade de ter, a vontade de poder, a maldade. Nenhuma alma é ruim, a mente pode ser má, mas a alma não. O que acontece é que a pessoa fica tão acostumada a não ouvir seu coração, que se torna cada vez mais difícil sentir quando ele fala, já que sempre é tão sutil. E perdendo a voz, nossa alma vai ficando encolhida aqui dentro, esperando para que nossa passagem na terra termine e ela tenha mais uma chance. E nossa mente domina nossas atitudes.
E não é fácil ouvir o coração, e digo isso porque eu tento todos os dias prestar atenção ao que o meu diz. E mesmo assim, ainda me pego boicotando as coisas que eu sei que devo fazer. Este blog mesmo, por exemplo, quando a idéia foi apresentada, meu coração fez sinal, mas imediatamente minha mente entrou com o pessimismo (minha mente me derruba pelo pessimismo). Mas sabe o que eu já tenho a meu favor? Eu sei como minha mente me boicota. E passo a lidar com ela, passo a brigar com ela todos os dias, para não deixar que ela vença. E esse é o caminho para ouvir, para fazer nossa mente calar. Aprender como você mesmo se boicota é o primeiro passo para dar espaço à voz da sua alma, até o dia que ela tenha um megafone e sua cabeça só jogue a favor, possibilitando e criando meios para a alma seguir em frente. Ai sim, elas estarão conectadas.


quinta-feira, 13 de março de 2008

Palavras Pequenas... Palavras Apenas (março)... Palavras

Continuando com as palavras, é um tanto quanto dificil definir a coisa em poucas palavras: e é ideal!
Faça você também. Coloque sua lista nos "Pitacos". Exercite sua opinião.

Já parou para pensar nessas coisas? O exercício de refletir leva você de encontro a você mesmo.

Algumas coisas podemos descobrir de nós mesmos apenas nos perguntando o que pensamos a respeito de determinada coisa.

Existe a resposta bonita que muitas vezes damos pro mundo e existe a nossa resposta verdadeira, que nem sempre é bonita.

Há quem diga "eu falo tudo que penso" e também "eu falo sem pensar"... e aí?

Depois de algum tempo dando as respostas bonitas você esquece qual é a sua verdade ou passa a acreditar na resposta que dá aos outros... O bom de se perguntar o que pensa ou tentar definir coisas e conceitos com apenas algumas palavras força você a ter opinião, força você a buscar saber para decidir.

E não adianta nos dizer, com belas palavras, que "já faz isso há muito tempo"... essa pode ser a sua resposta bonita pra gente!

segunda-feira, 10 de março de 2008

Rebanho

Neste fim de semana me deparei com duas situações. Dois amigos contando sobre seus relacionamentos. Os dois namoram meninas “evangélicas”, cada uma de uma congregação diferente.
Um, reclamando que a namorada estava obrigando sua presença no culto, fora isso, comentando que a menina é virgem por causa da igreja. O outro levou um fora da namorada por causa do pastor, que insinuou para a ex-namorada que “algo” de fora a desviava de seu caminho. Como ele não freqüentava os cultos, o “algo” de fora só podia ser ele, então, ela terminou o namoro.
Virgindade ou não deve ser uma opção pessoal, baseada em seus valores morais, e não a imposição de uma religião, como acontece na maioria dos casos. Eu acho louvável quem sustenta uma decisão dessas nos dias de hoje, mas por vontade, e não para ficar PASSANDO VONTADE por causa da igreja, que até onde ele contou, é o que acontece.
O pastor decidir que o namorado é péssima influência e o pior, ela acatar essa decisão, me mostra duas coisas: 1) ela não gostava dele o suficiente, 2) é submissa.
Agora, por que submissa?
Pelo simples fato que a pessoa deixou de pensar e agir por sua vontade e discernimento para acatar a vontade e JULGAMENTO do pastor, tão homem, tão mortal e tão imperfeito como qualquer um de nós.
As religiões evangélicas tendem a proibir, doutrinar, segurar o máximo que podem seus fiéis sob suas rédeas no sistema do medo e opressão. Medo porque, se deixarem de freqüentar a igreja, vão se perder na vida, no mundo, voltar aos pecados e perder o amor de Deus. Opressão porque tudo o que é de fora do círculo da igreja, é do Diabo. Vejo esses grupos de jovens nas igrejas, com a justificativa que estão ali para se manterem longe do sexo, do vício, do álcool. Isso me mostra apenas que falta tanto discernimento que sozinhos por ai, tornar-se-iam alcoólatras viciados e ninfomaníacos. Se eu estou em um lugar, e uma pessoa resolve cheirar cocaína na minha frente, não quer dizer que eu vá enfiar meu nariz lá também. Simples assim.
A pessoa se identificar com a interpretação de Deus que uma determinada religião dá (Interpretação sim, pessoal, individual. Por isso temos tantas Religiões Cristãs, que teoricamente deveriam ser uma só, já que todas seguem Cristo) e se sentir a vontade com isso, é uma coisa, daí a ter uma outra pessoa dizendo o que é certo ou errado por você, é perder sua personalidade. É não usar seu julgamento, é se encaixar no rebanho. E o pior, quebrar um dos mandamentos. Sim, porque um dos mandamentos não é AMAR AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO? (Para mim, amar ao igual, mas vou deixar próximo aqui que é como as religiões mostram tipo fila de banco: Próximo, por favor!) Então, amar é respeitar, inclusive a decisão pessoal de seguir ou não determinada religião, respeitar seu caminho, individual, em busca Dele. E impor sua religião é desrespeitar seu irmão. Então, com que moral essas pessoas julgam o que é certo ou não, se elas mesmas desrespeitam um dos “mandamentos”?
E como as pessoas deixam de julgar o que é certo ou errado segundo seus valores morais para se juntar ao rebanho sem voz, perdido na confusão de palavras gritadas a esmo, tentando acertar todos os corações, tão únicos, cada um em sua busca? Eu não faço parte desse rebanho, meu encontro com Deus é pessoal, intransferível e principalmente, sem intermediários.

JIHAD (جهاد) - Não é Guerra Santa!

Um budista, meditando...
Um cristão, rezando com seu terço nas mãos...
Um hindu, meditando...
Um muçulmano, rezando de joelhos...
Um ateu, refletindo sobre seus atos e quais caminhos seguir...
Um evangélico, de braço erguido, pedindo benção...
Mas eu poderia dizer:
Um budista em Jihad, um cristão em Jihad, um hindu em Jihad, um ateu em Jihad, um evangélico em Jihad... Daria no mesmo!
Jihad não é o ato de rezar, orar ou meditar, muito menos o de fazer guerra por aí!
É uma palavra árabe que exprime a busca do homem por si mesmo, a luta entre mente e coração, alma divina contra vontade terrena.
Quando ocorreram as Cruzadas, Jihad foi associado à Guerra Santa... e uma coisa não tem absolutamente NADA a ver com outra.
Jihad é um conceito! É individual! O Islamismo diz que se uma pessoa que morre em Jihad, vai direto pro paraíso. Agora leiam assim: Uma pessoa que morre enquanto buscava a si mesmo, com certeza estará satisfeito...pela busca. Fez alguma diferença? Não! Porque não existe diferença. Quem cria essa diferença é o homem!
[Claro que você toma cuidado com tudo que lê. Que não acredita em termos e definições que são impostos pela “tradição e pela história” que – citando J.J. Benítez - nada mais é que “uma soma de interesses”, então procure ler artigos e livros de Bassam Tibi, muçulmano sunita, ele escreve bastante sobre esse assunto e essa diferença.]
Se você tivesse muita mágoa a respeito de algo ou alguém, e lutasse contra você mesmo em busca de perdoar, estaria numa Jihad.
Se estivesse sentindo ódio ou inveja, medo ou rancor e lutasse contra isso tudo em nome do Amor... estaria na mais bela Jihad – na verdadeira.
Se você acredita que explodindo seus inimigos por causa de terras e política é uma Jihad, você está tremendamente equivocado! Primeiro porque dominado pelo ódio você já perdeu a luta interior faz tempo. Se o faz em busca de privilégios divinos , esqueceu que estará explodindo seus irmãos, filhos Dele, e não se consegue barganhar com Ele.
A associação de Guerra Santa com Jihad é um erro Ocidental, muito conveniente para o mundo árabe quando o assunto é recrutar gente disposta a “morrer aqui pra se dar bem lá”.
O interessante é pensar que nenhum líder religioso extremista se explode pela guerra santa...
Devemos entender que a Jihad é um ensinamento tão lindo e universal, e que está contido em todas as religiões, só que com outro nome, e que pode ser praticado por qualquer um a qualquer momento.
Será mesmo que Jesus ficou aquele tempão todo no deserto lutando com o Diabo? Será?
Se o fez... estava em Jihad! E venceu!
Guerra Santa – como disse a Isabel e o Renato Russo - não existe, de repente Guerra Ridícula, talvez seria um termo melhor!
Jihad – é um conceito: Mal interpretado pelo ocidente. Muito mal utilizado pelos Árabes.
O Mujahid é aquele que está em Jihad.
“Jihad” se escreve assim: جهاد (da direita para a esquerda)
A tradução literal é “exercer esforço máximo”.
Qual esforço máximo vale mais que o de buscar a si mesmo?

sábado, 8 de março de 2008




O Grupo Mãos

O Grupo Mãos é uma organização não-governamental constituída em 16 de fevereiro de 2005, de cunho sócio-humanitário, sem fins lucrativos, com sede na cidade de São Paulo e se qualifica como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público de acordo com a lei no 9.790, de 23 de março de 1999, com CNPJ: 07.585.361/0001-96.
O Grupo foi criado pois, sempre nas conversas da turma, um assunto que surgia inúmeras vezes era o da indignação com as desigualdades sociais e econômicas no país e no mundo. Toda vez o silêncio encerrava as conversas deixando no ar a revolta e a sensação de impotência. Até que essa impotência começou a incomodar. Falando para um, para outro e assim por diante, a idéia de não ficar mais parado começou a se espalhar e tomou forma quando, dessa turma, sete amigos decidiram que partiriam para a ação.
A inexperiência e falta de apoio foram companheiras da turma de amigos enquanto eles elaboravam as idéias e discutiam o que poderiam fazer, já que eram apenas sete jovens, sem dinheiro para maiores investimentos.
Estudando e tentando entender o máximo possível os caminhos, causas e efeitos que trouxeram a humanidade aos dias de hoje, o ideal foi se consolidando. Inicialmente, com pequenos investimentos próprios, o grupo buscou ajudar asilos e orfanatos com a arrecadação de alimentos, brinquedos e roupas. Foram feitas visitas a locais de concentração de moradores de rua, abrigos e albergues, se aproximando mais da realidade dessas pessoas e se distanciando cada vez mais da burocracia e mesmice que haviam se tornado parte de muitas das instituições visitadas. No começo, este grupo de amigos enfrentou problemas, pois algumas pessoas tentaram enganá-los, explorá-los, coagir e inibir suas ações, usando um sonho e um ideal tão nobre para ganhar dinheiro.
Mas chegou um momento em que o ideal de ajuda humanitária havia se tornado forte e inovador, com conceitos adquiridos em estudos e na experiência. Portanto, não existia outro caminho para esses sete jovens além de buscar e trilhar o seu próprio caminho, dentro da crença de ajudar seres humanos iguais a todos. Assim, foi criada a ONG-GVM - Grupo Voluntário Mãos.
Dessa estrada íngreme e desconhecida que foi percorrida ao longo de 5 anos, ficaram as pessoas que receberam ajuda, a experiência obtida, o senso de saber o que é bom e o que não é, e a força necessária para continuar lutando pelo que nasceu de um sonho, se tornou um ideal e hoje é uma bandeira!



Objetivos


Entre os objetivos do Grupo Mãos estão apoiar e desenvolver ações para a defesa, elevação e manutenção da qualidade de vida do ser humano e do meio ambiente, integração da humanidade e o autodesenvolvimento mútuo através das atividades de educação profissional, especial e humanitária.
Para atingir esses objetivos o Grupo Mãos desenvolve vários projetos, ações e campanhas.


Forma de Atuação


O Grupo Mãos pode sugerir, promover, colaborar, coordenar ou executar ações e projetos visando:
1- Promoção da assistencia social às minorias e excluídos, desenvolvimento econômico e combate à pobreza;
2 - Preservação, defesa e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável visando desenvolvimento humano;
3 - Promoção da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de outros valores universais.


O Grupo Mãos não se envolverá em questões religiosas, político-partidárias, ou em quaisquer outras que não se coadunem com seus objetivos institucionais.

Para Ajudar

O Grupo Mãos aceita todo tipo de doação e ajuda, independente de onde venha, o Grupo Mãos irá retirar sua doação.

Basta entrar em contato conosco via nosso perfil aqui no blog, ou deixando uma menssagem no Chat da pagina inicial.

Saba abaixo sobre nossas campanhas, projetos em andamento e Instituições ajudadas pelo Grupo Mãos.



Projetos e Campanhas


Para atingir os seus objetivos, o Grupo Mãos desenvolve projetos, ações e campanhas tais como:

"Campanha de arrecadação de roupas, brinquedos, alimentos": Campanha permanente para arrecadação de roupas, alimentos e brinquedos realizada durante todo o ano. Para solicitar a retirada de doações, favor entrar em contato pelo telefone ou e-mal disponível aqui no site.


"Revista Mãos Dadas": Diante de uma sociedade que não demonstra o mínimo de respeito no convívio social, consciência e responsabilidade política, na qual as pessoas perderam a noção clara de cidadania, onde a falta de educação impera em todos os sentidos, onde muitos jovens vivem sem o mínimo de estrutura política e noções da instituição familiar, a ONG GVM – Grupo Voluntário Mãos, decidiu provar que é possível mudar esse quadro. O Grupo acredita que é possível despertar a vontade da sociedade e fazer com que as pessoas descubram que a cidadania está mais próxima do que se imagina e pode ser alcançada por meio da educação. Para atingir esta meta, o Grupo criou o projeto "Revista Mãos Dadas" para distribuição aos estudantes de escolas estaduais do ensino médio. O conteúdo da revista vai estimular os estudantes a se politizarem, vai despertar conceitos de cidadania, desenvolvendo o interesse das pessoas para assuntos relativos a problemas públicos e sociais, levando educação referente a tópicos pouco abordados em suas comunidades e incentivando o desenvolvimento do senso crítico, para que isso reflita na mudança da postura com relação a seu papel como cidadão.

"Papai Noel Existe": Campanha de arrecadação de roupas e brinquedos a serem doados no Natal para moradores de rua e orfanatos que não recebam auxílio de outras ONGs.
"Rock Contra o Frio"Campanha de arrecadação de roupas e alimentos (todo dinheiro arrecadado é convertido em alimentos) que conta com a ajuda de bandas da Grande São Paulo que convertem, por um dia, o ingresso, cache e couvert em roupas e um quilo de alimento. As roupas e alimentos são então doados a moradores de rua não assistidos por nenhuma instituição.


"Catando Vidas": Projeto que, em parceria com empresas, paga um pouco mais pelo quilo do material reciclável recolhido por catadores de rua que participam do projeto. Para participar do projeto, estes catadores são inscritos em cursos profissionalizantes de instituições parceiras. Além de aumentar um pouco a renda das pessoas, enquanto trabalham catadores, permite que estas sejam integradas e conhecidas nas comunidades em que atuam e, após um ou dois anos de cursos, passem a ter uma formação profissional.


"T.R.E.M": Projeto que presta atendimento médico a moradores de rua e famílias de baixíssima renda, com rotina de acompanhamento, conscientização do uso de práticas de higiene e encaminhamento para atendimentos em hospitais.


"Livro" : Projeto que visa contar a história de vida de alguns moradores de rua. As razões que levaram essas pessoas a morar nas ruas, por qual motivo eles não procuram suas familias, dificuldades encontradas, obstáculos vencidos e seus desejos de vida.

O mais novo projeto da ONG está para iniviar em Moçambique, logo mais colocaremos o andamento do mesmo!!

"Educação Ambiental": Projeto que está sendo desenvolvido em escola pública no Município de Taboão da Serra-SP que tem por objetivo a mudança de postura e conceito sócio-ambiental dos alunos de 1° à 8° séries. O projeto cria um vínculo de conservação e sustentabilidade dos alunos com o meio ambiente em que eles vivem, desviando o foco de preservação da natureza para os recursos naturais e sociais ao seu redor imediato.


Entidades Apoiadas


Conheça as entidades que são beneficiadas pela GVM.

Instituição: Asa Branca Unidade Meninos:

Endereço: R. Francisco Andugar Espinosa - Número: 18 - Taboão da Serra Telefone:4701-6712

Instituição: Asa Branca Unidade Meninas

Endereço: Rua dos Jasmins - Número: 120 - Taboão da Serra Telefone:4701-5029

Instituição: Estrelas do Amanhã

Endereço: R. Orense - Número:93 - São Paulo Telefone:6236-7110

sexta-feira, 7 de março de 2008

Guerra Santa? Fanatismo!

Aproveitando o gancho do texto da Gisela, queria comentar sobre Guerra Santa.
PARÁGRAFO ÚNICO: Nenhuma Guerra é Santa!
Querer lutar, dominar e aniquilar outro ser humano infelizmente é uma característica única e exclusiva do homem, típico de sua mente influenciável, que busca sempre se impor e é sedento por poder.
Se Deus é Pai, se Deus é amor, com que finalidade Ele colocaria irmãos contra irmãos? Sim, irmãos! Um judeu é irmão de um muçulmano, o budista de um católico, um protestante de um espírita.
Se Deus é um só e criou o homem, todos os homens, então somos todos irmãos de alma.
Então as religiões foram criadas pelo homem, até porque, se Deus quisesse uma religião, teríamos apenas UMA. Talvez criadas para entender, ou pelo menos tentar entender o Senhor. Com isso, toda e qualquer disputa é HUMANA. A grande DESCULPA é Deus.
Como justificar a disputa por um território? Como justificar milhares de cavaleiros na rota Europa – Jerusalém durante anos dominando, saqueando e impondo a ordem da até então Estado-Igreja?
Em nome Dele, claro!
Quem questionaria uma ordem de Deus de “doutrinar e converter” os impuros e infiéis?
E para dar cabo desse serviço, surgiram os FANÁTICOS.
Pessoas que deixam sua mente influenciar todas as suas atitudes, acreditando ser o certo. Mentes fracas que são fáceis de manipular. E as religiões têm manipulado essas mentes durante anos, até os dias de hoje para transformá-los em “Soldados de Deus”. E aquela pessoa realmente acredita que sacrificar sua vida por uma religião, tão humana, vai aproximá-lo de Deus, vai garantir seu amor, seu perdão e seu lugar ao Seu lado. Pessoas fanáticas não pensam, não escutam e principalmente, não sentem. Deixaram de ouvir a verdadeira voz de Deus dentro deles, deixaram de ouvir sua alma, deixaram de ouvir seu coração.
E assim, entre fanáticos religiosos e homens ambiciosos, fazemos cada vez mais barbáries, justificando todo esse horror justo em Deus, Pai amoroso e misericordioso. Porque mesmo com tudo isso ele nos perdoa, nos perdoa pelo amor, perdoa, pois acredita que a humanidade pode livrar-se das correntes da doutrina religiosa, perdoa porque sabe que um dia nós vamos duvidar do que nos é imposto hoje pelas religiões, vamos questionar e olhar para dentro, e ai sim, encontrar aquilo pelo qual vale a pena lutar, a evolução da nossa alma a caminho do Pai.



quinta-feira, 6 de março de 2008

CONFISSÃO

(Prometemos em breve comentar mais sobre esse assunto. )
CONFISSÃO
O condenado à morte esperava a hora da execução,
quando chegou o padre:
- Meu filho, vim trazer a palavra de Deus para você.
- Perda de tempo, seu padre.
Daqui a pouco vou falar com Ele, pessoalmente.
Algum recado?

"Eu fico sabendo o que acontece na minha paróquia, posso manipular as pessoas em pról dos interesses da igreja, Ops [de Deus], todos terão rabo preso comigo e ainda trabalho a culpa e a redenção de acordo com o [meu] julgamento - Ops, o de [Deus]."

Agostinho - o Santo Agostinho - virou santo, mas nunca se confessou.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Guerra Santa ou Guerra por Território?

TEXTO POSTADO EM 05 DE MARÇO DE 2008

O Senhor Presidente dos EUA George W. Bush, numa excelente tentativa de deixar sua marca positiva no término de seu 2º mandato, foi ao Oriente Médio........ jogou todo o seu peso político pra pressionar Israel e a Autoridade Palestina tentando assim fazer com que os dois lados cheguem num acordo de paz. Imaginem que ele colocou até um prazo: o fim deste ano, coincidência ou não, mas é exatamente quando termina seu mandato. Os dois lados se mostraram abertos para o diálogo, mas assim que o Sr. Bush deixou Israel os bombardeios e os ataques de dois lados recomeçaram, deixando claro que a perspectiva de paz nesta região está longe de ser alcançada.
Sempre que uma negociação séria é proposta, os radicais políticos – religiosos de ambos os lados promovem ataques e atos suicidas que impedem o início de qualquer diálogo. E na cabeça desses radicais, todas as ações de boicote ao processo de negociação de paz são bem mais do que algum tipo de estratégia político-militar, são OBRIGAÇÕES DIVINAS!!!! Mas claro, eles lutam em nome de Deus e, em uma guerra em nome de Deus, não se pode negociar com os inimigos, já que são inimigos de Deus! Negociar com o inimigo de Deus (o satã) é trair a Deus! Como entregar o lugar santo (seja Jerusalém ou outro lugar) para os infiéis?
As guerras SANTAS, feitas em nome de Deus e da religião, só terminam com a vitória de um Deus sobre o outro (e um destes Deus, não será o verdadeiro, por este motivo PERDEU a guerra). Quando as correlações de força não permitem uma vitória definitiva de um dos lados, a guerra se prolonga causando sofrimentos, destruições e mortes por muito tempo. Nestes casos, a única alternativa é a separação da política da religião, do Estado da Igreja, deixando de ser guerra de Deus contra Deus para ser guerra de homens, entre homens, por território, para que as negociações políticas sejam possíveis. A história da Europa mostra que a secularização (a separação do Estado da Igreja, das ações em nome de Deus e da religião) foi um passo positivo fundamental para a superação dos impasses das guerras religiosas sem fim.
No conflito Israel-Palestina, podemos ver, mesmo usando do estudo, social-político-religioso, que não haverá solução militar para o problema e que os dois povos têm que aprender a conviver, aprender a respeitar os direitos uns dos outros. Os setores religiosos radicais analisam a realidade política a partir da premissa religiosa, da promessa feita por Deus ao seu povo, da terra prometida, estes não aceitam discutir politicamente o problema e não vêem outra solução se não a luta até a morte para o cumprimento das promessas divinas. Nem aceitam discutir as análises sobre as condições e possibilidades históricas, mesmo por que para eles Deus é maior que qualquer teoria social ou qualquer poder militar e Ele cumprirá as suas promessas. ( pra eles Deus pede a luta até a morte como forma de pagamento pela “tal” promessa).

Eu penso que uma solução para o conflito no Oriente Médio só se concretizará com a separação entre Estado e a Igreja/religião; guerra e Deus. Isto não quer dizer que haverá com isso a redução da religião Devemos pensar por dois extremos: de um lado a política e a religião, de outro a separação radical entre política e a religião. Na primeira só a intolerância, seja no campo religioso ou no político, e desembarca em impasses políticos ou militares. Na segunda priva-se a sociedade da contribuição através da sabedoria e forças espirituais das tradições e grupos religiosos na luta para construir a paz e uma sociedade mais justa e humana.
Uma terceira postura poderia ser a de desenvolver uma relação entre a religião e a política em nível de valor, ético-humanos que regem toda a sociedade e, com isso, também no campo político. Nela, a política deveria respeitar as dinâmicas, lógicas e racionalidades próprias do campo religioso, em contra partida a religião deveria respeitar a autonomia do campo político no que tange seu aspecto operacional, que tem as dinâmicas, lógicas e racionalidades próprias. Bom....com isso, os argumentos políticos não seriam usados ou aceitos para discutir nenhuma das questões específicas do campo religioso, como os argumentos religiosos não seriam usados para debater problemas operacionais relativos aos conflitos militares, negociações de paz ou políticas sócio-econômicas. Bom tudo isso foi só uma mera suposição ao que poderia vir a ser o inicio de uma paz.
Nisso tudo que discutimos, fica claro que tanto o campo religioso quanto o político deveriam estudar e reconhecer os seus limites e sua relatividade em relação ao todo e a vida social. Isto não é e nem será fácil para nenhum dos lados. Devemos entender também que em um debate ou diálogo, acabamos pendendo ao uso da racionalidade de nosso campo/lado, e isso como se fosse “a” racionalidade que deve prevalecer sem sombras de dúvidas. E nisso, nesta bola de neve, não nos abrimos a compreender o sentido do discurso, argumentação ou prática do outro lado, equívocos são cometidos por isso, equívocos estes que podem iniciar uma guerra santa a cada um segundo no mundo, dentro de qualquer casa ou em qualquer estabelecimento comum.

E ai, que Deus ganhará em um mundo onde os Deuses são chefes de estados e lideres religiosos?

segunda-feira, 3 de março de 2008

Aos Fiéis Leigos - Agora sim, entenderão!

É sabido que antes do Cristianismo, seu pai, o Judaísmo, apresentava seus ensinamentos, doutrinas e dogmas, somente através dos seus sacerdotes e rabinos. “Não se chega a Deus se não for através deles.” Nada mais que um protecionismo sindical, que naquele tempo (só naquele?) não era contestado.
Então, surge a “Boa Nova” do Cristianismo! Que de “novidade” tem a mensagem, porque a estruturação é exatamente igual e velha, como sua religião “pai”. A Bíblia contém textos escritos em grego, traduzidos pro latim, traduzidos pro alemão, traduzidos para outros idiomas. Ahh e a primeira tradução pro alemão aconteceu contra a vontade da igreja. Só quem sabia latim (ou seja, ninguém além do clero) podia lê-la.
Segue abaixo um trecho de um livro escrito pelo atual “Pedro” do Catolicismo e na capa está escrito assim:

“Exortação Apostólica Pós-Sinodal – SACRAMENTUM CARITATIS”
Do Sumo Pontífice Bento XVI
Ao episcopado, ao clero, às pessoas consagradas e aos fiéis leigos

“Sobre a Eucaristia, fonte e ápice da vida e da missão da igreja”

No Item 5 da Introdução (pág 8 da 3a edição) temos o capítulo: Finalidade do Documento.

E diz o seguinte: “Esta Exortação Apostólica pós-sinodal tem por objetivo recolher a multiforme riqueza de reflexões e propostas surgidas na recente Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos – a começar dos Lineamenta até as Propositiones, passando pelo Instrumentum laboris, as Relationes ante et post disceptationem, as intervenções dos padres sinodais, auditores e delegados fraternos –, com a intenção de explicitar algumas linhas fundamentais de empenho tendentes a despertar na Igreja novo impulso e fervor eucarístico. Consciente do vasto patrimônio doutrinal e disciplinar acumulado no decurso dos séculos à volta da Eucaristia, neste documento desejo, sobretudo, recomendar, acolhendo o voto dos padres sinodais, que o povo cristão aprofunde a relação entre o mistério eucarístico, a ação litúrgica e o novo culto espiritual que deriva da Eucaristia enquanto sacramento da caridade. Com essa perspectiva, pretendo colocar esta Exortação na linha da minha primeira carta Encíclica – Deus caritas est –, na qual várias vezes falei do sacramento da Eucaristia pondo em evidência a sua relação com o amor cristão, tanto para com Deus como para o próximo: “Deus encarnado atrai-nos todos a si. Assim se compreende por que motivo o termo ágape se tenha tornado também um nome da Eucaristia; nessa, a ágape de Deus vem corporalmente a nós, para continuar a sua ação em nós e através de nós. ””

Como esse livro foi escrito para fiéis leigos, algum católico leigo pode me ajudar a entender o que ele quis dizer acima?
Depois de tantos séculos, quem é capaz de entender a igreja católica?
As palavras do papa precisariam de tradução?
E ao fiel leigo, cabe a ele seguir porque entendeu ou seguir justamente porque o obrigam a entender muito pouco?